Tuas mãos
em minha pele
aconchegam e
sinto a carícia
do teu amor.
Teu abraço
é o leito
onde amo recostar-me
no sono inspirador.
Teu amor é a escolha
que fiz
pra ser feliz.
Mas é preciso que entendas
que sob grilhões
sou planta sem luz,
sem água, sem calor.
É preciso que aprendas
que o amor liberta.
Deixa-me voar
em meus pensamentos
sem medo.
Deixa-me rir com os pássaros,
deixa-me dançar ao vento,
deixa-me florescer sob o sol.
Ama-me como sou.
Não me queiras reter entre grades,
mesmo as feitas de amor.
(Abril, 2008)
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Da série Resgate - Quatro
Deixa-me.
Não lance sobre mim
os tentáculos
de sua insegurança.
Não cerceie minha liberdade.
Deixa-me ser minha essência.
Pássaro que voa livre
e livre lança
seu canto
ao céu.
Deixa-me fluir
manso regato
turbulentas corredeiras
mas livre.
Não me construa diques.
Não me queira represar.
(Abril, 2008)
Não lance sobre mim
os tentáculos
de sua insegurança.
Não cerceie minha liberdade.
Deixa-me ser minha essência.
Pássaro que voa livre
e livre lança
seu canto
ao céu.
Deixa-me fluir
manso regato
turbulentas corredeiras
mas livre.
Não me construa diques.
Não me queira represar.
(Abril, 2008)
Da série Resgate - Três
Limites?
Não os reconheço.
Ultrapasso todos.
Transponho fronteiras,
adentro territórios
que anseio conhecer.
Não desbravadora intrépida,
conquistadora indomável
devastando-os.
Sim sedenta aprendiz
sorvendo
sôfrega
realidades inexploradas.
(Março, 2008)
Não os reconheço.
Ultrapasso todos.
Transponho fronteiras,
adentro territórios
que anseio conhecer.
Não desbravadora intrépida,
conquistadora indomável
devastando-os.
Sim sedenta aprendiz
sorvendo
sôfrega
realidades inexploradas.
(Março, 2008)
Da série Resgate - Dois
Como véu translúcido
porém pesado
caem sobre mim
suas palavras.
Diáfanas
minhas emoções,
fluidos
meus desejos.
Sufocam-me as cobranças,
a insegurança,
seu medo.
Feneço sob seu amor.
(Março, 2008)
porém pesado
caem sobre mim
suas palavras.
Diáfanas
minhas emoções,
fluidos
meus desejos.
Sufocam-me as cobranças,
a insegurança,
seu medo.
Feneço sob seu amor.
(Março, 2008)
Da série Resgate - Um
Ela encontrou um caderno de capa amarela.
Escrito por ela. Há milhões de anos.
E começou a ler.
Leminski tem um poeminha chamado razão de ser.
"Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso."
Acho que é mais ou menos isto.
E é assim que acontece comigo.
Na verdade, muitas vezes nem sei do que preciso - mas preciso.
E esta necessidade transcende os limites, extrapola na pele, nos olhos, na voz.
Torno-me impaciente, inquieta, aflita.
Sem saber o porquê. E não quero que fiquem questionando, buscando razões.
Que deixem-me com minhas angústias inexplicáveis, meus abismos intransponíveis, minhas buscas infindáveis.
Que me permitam o tempo de processar este sentimento não identificado, que me deixem ir ao fundo e voltar. No meu tempo. No meu ritmo. Do meu jeito.
Que não me queiram impor atitudes, posicionamentos, ideias.
Como já dizia Quintana, "deixa-me ser o que sou, o que sempre fui, um rio que vai fluindo".
Que respeitem meu fluxo, que não queiram transpor meu leito nem modificar minhas margens.
Aceitar o outro tal qual ele é, com sua individualidade e particularidades, também é amar.
Respeitar o jeito de ser do outro sem o desejo de mudar sua essência também é amar.
Se querem me amar, me amem. Assim como sou.
(Março, 2008)
Escrito por ela. Há milhões de anos.
E começou a ler.
Leminski tem um poeminha chamado razão de ser.
"Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso."
Acho que é mais ou menos isto.
E é assim que acontece comigo.
Na verdade, muitas vezes nem sei do que preciso - mas preciso.
E esta necessidade transcende os limites, extrapola na pele, nos olhos, na voz.
Torno-me impaciente, inquieta, aflita.
Sem saber o porquê. E não quero que fiquem questionando, buscando razões.
Que deixem-me com minhas angústias inexplicáveis, meus abismos intransponíveis, minhas buscas infindáveis.
Que me permitam o tempo de processar este sentimento não identificado, que me deixem ir ao fundo e voltar. No meu tempo. No meu ritmo. Do meu jeito.
Que não me queiram impor atitudes, posicionamentos, ideias.
Como já dizia Quintana, "deixa-me ser o que sou, o que sempre fui, um rio que vai fluindo".
Que respeitem meu fluxo, que não queiram transpor meu leito nem modificar minhas margens.
Aceitar o outro tal qual ele é, com sua individualidade e particularidades, também é amar.
Respeitar o jeito de ser do outro sem o desejo de mudar sua essência também é amar.
Se querem me amar, me amem. Assim como sou.
(Março, 2008)
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Vida
Na janela, dois gatos observam o mundo.
Onze andares os separam da urbana vida selvagem.
Na janela, uma mulher sozinha observa o mundo.
Onze andares a separam do que pode ser a paz.
Onze andares os separam da urbana vida selvagem.
Na janela, uma mulher sozinha observa o mundo.
Onze andares a separam do que pode ser a paz.
domingo, 12 de abril de 2015
A vida é boa, afinal.
Domingo de sol em Curitiba.
Yoga no parque.
Dança indiana.
Meditação.
Almoço no Largo.
Tarde preguiçosa.
E a noite que chega mansa.
Lembrando as palavras da professora de yoga,
Que parecia falar diretamente pra mim:
"A vida não é como a gente quer.
É como tem que ser."
Namastê.
PS: as fotos são do evento. Enviadas pra mim por uma amiga, pois estou sem Facebook. Assim que souber a autoria, informo.
sábado, 11 de abril de 2015
Ela precisa de um tempo.
Para (re)aprender.
Muita coisa.
Tristeza infinita.
Saudade idem.
Vai passar.
Ela vai se acostumar.
A vida vai seguir.
Lugares Proibidos
Contra o Tempo
Quintana, pro sábado
Somos donos de nossos atos,
mas não somos donos de nossos sentimentos.
Somos culpados pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos.
Podemos prometer atos,
mas não podemos prometer sentimentos.
Atos são pássaros engaiolados.
Sentimentos são pássaros em voo.”
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Constatação
Ela está entre a razão e a emoção.
Pesa possibilidades, fatos, sentimentos, dúvidas, medos, anseios.
Analisa contextos, lembra o passado, imagina o futuro.
Flutua em incertezas.
Está perdida.
Reza, pede ajuda. Inútil.
Soluções não caem do céu.
Tenta sempre acertar, mas não consegue.
E seus dias ficam vazios.
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